‘Cosmoclimatologia’ – argumentos velhos e ultrapassados em nova roupagem
direita acima), e o mínimo valor é aproximadamente de -18% na Fig 3 mas somente -13% na Fig 2. Parece que as Fig 2 & 3 foram baseadas em fontes diferentes de dados. Para ser justo, ambos GCR e ISCCP são continuamente atualizados e revisados. Mas fico surpreso que a rotineira atualização e revisão resultem em grandes diferenças como vistas aqui. Parece como se a curva tivesse sido reajustada em algum estágio, mas é então um pouco estranho que a curva representando a cobertura de nuvens baixas não parece ter sido rescalonada: as diferenças entre o máximo e o mínimo é de cerca de 3% e ambas figuras (é chato que os eixos verticais para a cobertura de nuvens são dados em unidades diferentes na Fig.2& 3). Será isso importante? Não sei. Mas pode ser um sinal de um trabalho mal feito. Não há informação suficiente sobre a metodologia para que eu pudesse repetir os resultados apresentados aqui.
Svensmark certamente deve ter ajustado os dados de nuvem também. Acima é mostrada uma figura de um artigo anterior no qual ele justifica um ajuste de uma quebra na diferença entre nuvens baixas e altas. A questão é: por que o erro estaria nas medidas de nuvens baixas e não nas de
nuvens altas? Eu não tenho visto quaisquer outras declarações independentes sobre quebras ou problemas na série de dados para nuvens baixas depois de ~1995.
Apparentemente, existem algumas tendências nos dados do ISCCP, e Stordal et al. (2005) sugere que existe uma marca espúria do METEOSAT impressa nas nuvens altas (cirrus), e os problemas com as tendências do ISCCP estão agora se tornando bem conhecidas. Junto a isso, o erro fundamental que Marsh e Svensmark fizeram em
suas ‘correções’ foi já
discutido, mas como essa questão continua reaparecendo, o ‘ajuste’ é novamente mostrado (esquerda) enquanto que o ‘ajuste’ não pode ser discernido em gráficos independentes nos dados mais recentes (direita, e uma segunda opinião vizualizada numa análise independente de K. Gislefoss).
No artigo da A&G article, os GCR seriam responsáveis pelos episódios de ‘bola de neve da Terra‘, e Svensmark escreve:
Um surpreendente produto dessa linha de questionamento é uma nova perspectiva da mudança do destino da vida ao longo dos últimos 3,5 bilhões de anos.
Além disso, o artigo pretende explicar o ‘paradoxo solar fraco‘, pela completa ausência de nuvens baixas pois alegadamente não havia nenhum GCR naquele tempo. Presumivelmente, isso é levado a sério. Propor que os GCR sejam o único fator afetando nuvens baixas é inconsistente com o resultado
mostrado na muito sua Fig. 4 (a plotagem mostrada à esquerda). No artigo da A&G, a Fig 4 realmente não mostra a relação entre GCR e nuvens, mas entre densidade iônica e os números de ultra-pequenos (raio superior a 3 nanometros) aerossóis de nucleação. A grande dispersão sugere que o número de aerossóis ultra-pequenos é muito fracamente afetado pelo número de ions – do contrário, todos os pontos situariam-se próximos à linha diagonal. Isso implica em outros fatores que devem influenciar a formação de aerossóis em adição a algum efeito devido à ionização. E isso é somente no ambiente de laboratório – fora da câmara de teste de Svensmark mais fatores devem desempenhar algum papel.
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