‘Cosmoclimatologia’ – argumentos velhos e ultrapassados em nova roupagem

 Figuras 2 & 3</a></p><p>extraídas de Svensmark 2007

Numa nota mais técnica, parece haver inconsistências entre o GCR apresentado nas Figuras 2 e 3 do artigo da A&G (veja os círculos vermelhos no gráfico acima), e isto não é explicado no artigo. Na Fig. 3 (gráfico da esquerda acima) o GCR aumentou em 10% mas o máximo valor é cerca de 0% na Fig. 2 (gráfico da

direita acima), e o mínimo valor é aproximadamente de -18% na Fig 3 mas somente -13% na Fig 2. Parece que as Fig 2 & 3 foram baseadas em fontes diferentes de dados. Para ser justo, ambos GCR e ISCCP são continuamente atualizados e revisados. Mas fico surpreso que a rotineira atualização e revisão resultem em grandes diferenças como vistas aqui. Parece como se a curva tivesse sido reajustada em algum estágio, mas é então um pouco estranho que a curva representando a cobertura de nuvens baixas não parece ter sido rescalonada: as diferenças entre o máximo e o mínimo é de cerca de 3% e ambas figuras (é chato que os eixos verticais para a cobertura de nuvens são dados em unidades diferentes na Fig.2& 3). Será isso importante? Não sei. Mas pode ser um sinal de um trabalho mal feito. Não há informação suficiente sobre a metodologia para que eu pudesse repetir os resultados apresentados aqui.

Os dados de nuvem justadosNuvens de baixo nível. Cobertura de nuvens baixas do ISCCP de medidas IR

Svensmark certamente deve ter ajustado os dados de nuvem também. Acima é mostrada uma figura de um artigo anterior no qual ele justifica um ajuste de uma quebra na diferença entre nuvens baixas e altas. A questão é: por que o erro estaria nas medidas de nuvens baixas e não nas de

nuvens altas? Eu não tenho visto quaisquer outras declarações independentes sobre quebras ou problemas na série de dados para nuvens baixas depois de ~1995.

Apparentemente, existem algumas tendências nos dados do ISCCP, e Stordal et al. (2005) sugere que existe uma marca espúria do METEOSAT impressa nas nuvens altas (cirrus), e os problemas com as tendências do ISCCP estão agora se tornando bem conhecidas. Junto a isso, o erro fundamental que Marsh e Svensmark fizeram em

suas ‘correções’ foi

discutido, mas como essa questão continua reaparecendo, o ‘ajuste’ é novamente mostrado (esquerda) enquanto que o ‘ajuste’ não pode ser discernido em gráficos independentes nos dados mais recentes (direita, e uma segunda opinião vizualizada numa análise independente de K. Gislefoss).

No artigo da A&G article, os GCR seriam responsáveis pelos episódios de ‘bola de neve da Terra‘, e Svensmark escreve:

Um surpreendente produto dessa linha de questionamento é uma nova perspectiva da mudança do destino da vida ao longo dos últimos 3,5 bilhões de anos.

Extraído da figura 4 de Svensmark 2007 Além disso, o artigo pretende explicar o ‘paradoxo solar fraco‘, pela completa ausência de nuvens baixas pois alegadamente não havia nenhum GCR naquele tempo. Presumivelmente, isso é levado a sério. Propor que os GCR sejam o único fator afetando nuvens baixas é inconsistente com o resultado

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